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Visitamos a exposição “Frida Kahlo – Conexões entre mulheres surrealistas no México”

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Fico muito feliz em poder escrever um pouquinho sobre uma artista com a personalidade e representatividade como a Frida Kahlo.

Apesar de ser considerada uma mulher a frente do seu tempo e uma das artistas mulheres mais importantes da modernidade, isso não significa que a sua vida foi fácil. Aos seis anos de idade ela contraiu poliomelite, a primeira das várias dificuldades que ela enfretou em sua saúde, e que lesionou seu pé direito (por causa isso ganhou o apelido de “Frida perna de pau”). O maior desafio da vida da artista mexicana, no entanto, foi o acidente entre o bonde que viaja e um trem. O acidente perfurou suas costas, atingiu a pelves e a vagina de Frida, causando sequelas irriversíveis e que causaram dores e problemas durante sua vida toda. Foi aí então, motivada pelo longo período que tinha que ficar de repouso, que Frida começou a passar o seu tempo pintando, utilizando-se do material de pintura do seu pai, que pintava como passatempo. Essa fase influenciou diretamente sua obra, composta primordialmente de auto-retratos que eram inspirados pelo seu reflexo nos espelhos do quarto onde tinha que ficar.

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O mundo da arte também se amplia para Frida Kahlo quando, aos 22 anos, ela se casa com Diego Rivera, consagrado artista também mexicano que teve grande influência no desenvolvimento de sua obra. Não foi em nenhum momento um casamento fácil, visto que ambos possuim temperamento explosivo e vários amantes. A artista era declaradamento bissexual, e Diego aceitava suas relações extraconjugais com mulheres, mas não com homens, e chegaram a ficar separados durante anos, quando Frida descobriu o caso de Diego com sua irmã mais nova.

Entre as indas e vindas do casal, Frida engravidou e abortou várias vezes, pois o seu útero ficou comprometivo pelo acidente que sofreu quando jovem. O trauma por não ter conseguido ser mãe foi também refletivo lindamente na sua vida artística, com várias obras e desenhos.

Toda sua autenticidade e história conturbada, cheia de acidentes, problemas, sofrimento e amor à Diego serviu de inspiração para a composição das suas telas e desenhos, sempre utilizando-se de mix cores forte, uma tendência bem regional e grande influência da cultura mexicana. Além da arte propriamente dita, suas roupas também foram influenciadas pela personalidade marcante, tornando-se marca registrada da artista e rendendo exposições ao redor do mundo e até livro.

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Podemos ter um pouco dessa percepção sobra a vida e obra da Frida Kahlo na exposição “Frida Kahlo – Conexões entre mulheres surrealistas no México”, até 10 de Janeiro de 2016 no instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. Além da artista, que não gostava de ser classificada como surrealista, também temos o prazer de apreciar as obras de várias mulheres brilhantes do mundo da arte, mexicanas ou que tiveram grande influência do país. A exposição está realmente imperdível, com mais de 20 obras da Frida e algumas de suas roupas, além de contar com nomes como Maria Izquierdo, Remedios Varo, Lenora Carrington, entre outras.

Menção especial para as obras surrealistas de Remedios Varo. Para quem gosta desse movimento artístico, além de ser um prato cheio, também podemos assistir um vídeo que conta um pouquinho sobre a sua vida, que é bem interessante.

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