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Se você gosta de arte rupestre, vai adorar conhecer esse museu que é considerado a Capela Sistina da Pré-História

O Centro Internacional de Arte Rupestre, em Montignac, na França (Foto: Boegly + Grazia photographers)

Dezenas de museus são inaugurados anualmente mundo afora, mas poucos são tão incríveis e tecnológicos quanto o Centro Internacional de Arte Rupestre (Centre International d’Art Parietal), em Montignac, no Sudeste da França. Ou Lascaux IV, como é chamado, em referência ao complexo de cavernas mais famoso do país.

Projetado pelo escritório de arquitetura norueguês Snøhetta e pelo estúdio britânico Casson Mann, o espaço ocupa uma área de mais de 53 mil metros quadrados e proporciona uma experiência educativa imersiva, abrangendo pinturas pré-históricas de 20 mil anos de idade, sendo apelidado pelos arqueólogos de “a Capela Sistina da Pré-História“.

Para conseguir esse resultado, as equipes foram muito além da arquitetura e cenografia, trabalhando em conjunto com arqueólogos para que o museu holístico fizesse com que os visitantes se sentissem como exploradores de cavernas descobrindo, pela primeira vez, as pinturas rupestres pré-históricas.

Arqueólogos chamam o local de “a Capela Sistina da Pré-História” (Foto: Boegly + Grazia photographers)

Arquitetura e cenografia

A arquitetura do Lascaux IV é como um corte fino na paisagem, situando o museu entre uma encosta densamente florestada e uma vale utilizado para agricultura. Com forma e materialidade sóbria e monolítica, destaca-se na área verde e na porção de formações rochosas maciças.

A partir do lobby de entrada, a visita começa com uma subida ao terraço, que oferece bela vista à paisagem típica da região. Depois, pode-se descer para a a área subterrânea, onde está a réplica de uma caverna. Lá dentro, em uma atmosfera úmida e escura, é recriado com fidelidade o ambiente das cavernas.

A cenografia auxilia as sensações, com luzes que cintilam e revelam camadas de pinturas e gravuras sobre as paredes. A iluminação é semelhante às lâmpadas de gordura animal do período paleolítico.

O Lascaux IV foi construído entre uma encosta florestada e uma vale utilizado para agricultura (Foto: Boegly + Grazia photographers)

Experiência imersiva

A fidelidade das réplicas impressiona até o mais profundo conhecedor de arte rupestre. Para isso, foi desenvolvido um fac-símile com tecnologia avançada de varredura 3D a laser e projeção. Após o museu ter sido construído, 25 artistas passaram dois anos reproduzindo à mão desenhos de 900 metros sobre a superfície rochosa. Foram utilizados os mesmos pigmentos que o homem pré-histórico usou milhares de anos atrás.

No Centro de Interpretação são realizadas exposições sobre o Vale Vézère, onde está instalado o Lascaux IV, e suas pinturas rupestres. As instalações contam com experiências digitais de aprendizagem, por meio de novos dispositivos tecnológicos e telas interativas.

Nele, estão pendurados fragmentos de paredes de pedra, com informações sobre a história das cavernas, suas descobertas e curiosidades arqueológicas. Já no Teatro de Arte Rupestre há a exibição de filme em 3D, enquanto a Galeria da Imaginação permite explorar a influência que a arte rupestre pré-histórica teve nos artistas modernos e contemporâneos.

A aplicação de alta tecnologia propicia experiências imersivas e educativas (Foto: Eric Solé)
Confira abaixo mais imagens desse museu incrível:
(Foto: Boegly + Grazia photographers)
(Foto: Eric Solé)

 

(Foto: Dan Courtice)

 

(Foto: Boegly + Grazia photographers)

 

(Foto: Dan Courtice)
Fonte: ArchDaily e DesignBoom.
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