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Profissão de designer de interiores é regulamentada. O que muda e o que isso significa?

Durante anos os designers lutaram para que fossem reconhecidos, por lei, como profissionais. Dia 12 de dezembro essa espera acabou. O Presidente da República, Michel Temer, sancionou a Lei 13.369 que garante o exercício da profissão de designer de interiores e ambientes.

A partir de agora, a profissão é reconhecida em todo o território nacional, pondo fim à expectativa de milhares de especialistas brasileiros.

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A lei assegura o exercício da profissão a quem tem diploma de curso superior nas áreas de Design de Interiores, Composição de Interior, Design de Ambientes na especialidade de Interiores e em Arquitetura e Urbanismo. Todos esses profissionais terão o aval para assinarem seus projetos.

Especificando os direitos desses trabalhadores, é certo que eles poderão elaborar e executar obras nos espaços “internos e externos contíguos aos interiores”, abrangendo todo o escopo comumente trabalhado: pisos, revestimentos, forros, iluminação, mobiliário, entre outras decisões para decorar e organizar ambientes.

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Mas, afinal, o que isso muda para esses profissionais?

Nada melhor do que eles mesmos explicarem quais são as expectativas a partir da sanção do Executivo, não é mesmo? Veja o que acham os designers:

Para a designer de interiores Rosane Guedes, essa regulamentação é muito importante para o profissional, pois dá mais credibilidade ao seu trabalho junto aos clientes. “Ao contratar um profissional que tenha sua profissão regularizada, isso traz mais segurança ao cliente, pois ele saberá que o profissional estudou, tem uma formação e está preparado para atendê-lo”, ressalta.

A designer de ambientes Fabiana Visacro também enfatiza a credibilidade que esta regulamentação propicia aos profissionais do ramo. “Um dos grandes benefícios para o profissional e para o cliente é a possibilidade de vivenciarem e usufruírem de um mercado mais justo, mais homogêneo e qualificado. O profissional que atua no mercado passará a ter mais credibilidade e sofrerá menos o efeito de concorrências desleais”, avalia.

Já para a designer de interiores Catia Maiello, essa é uma grande mudança para os profissionais da área, pois a regulamentação, com seus direitos e deveres, dá propriedade e autonomia ao designer. “Nos dá uma autonomia maior, para o que a gente já vinha fazendo, mas agora de uma forma regulamentada. Para mim é o que eu vejo de maior diferença. Com essa regulamentação, vai desmitificar um monte de coisas, como mostrar que aquele profissional é realmente capacitado”, exalta a especialista.

Segundo a designer de interiores Melina Mundim, este é um grande ganho para o mercado, pois reconhece a importância do profissional. “O designer de interiores se preocupa com os detalhes que vão desde a ergonomia, boa circulação e até a concretização do estilo pessoal para quem o ambiente está sendo decorado. Essa preocupação faz com que os ambientes deixem até mesmo de ser meros ambientes para se tornarem espaços convidativos para uma boa convivência”, encerra.


E você, o que acha dessa mudança para os profissionais da área no Brasil? Conte nos comentários.

Fonte: Mão Dupla Comunicação. Fotos: Reprodução