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Ecofriendly: entenda a importância de vasos biodegradáveis no cultivo das plantas

O ‘ser sustentável’, muitas vezes, parece mais com um termo de marketing do que com uma ação real, que vise à busca de soluções que evitem os efeitos contra o meio ambiente. Mas, felizmente, pequenas escolhas, que vem sendo feitas por algumas empresas e pessoas, já estão em concordância com a atual situação do planeta. Ser ‘ecologicamente correto’ não é mais uma opção. Devemos, obrigatoriamente, encontrar meios de suprir as necessidades de nossa geração, sem comprometer tanto com os recursos naturais. E, também, pensar nas futuras, que dependerão de nossas escolhas para sobreviverem.

A sobrevivência do planeta e de nossas futuras gerações dependem de ações sustentáveis.
A sobrevivência do planeta e de nossas futuras gerações dependem de ações sustentáveis.

A grande maioria das mudas de plantas, disponíveis nos mercados, é gerada e vendida em invólucros de plástico. Estima-se que este material leve, no mínimo, cem anos para se decompor. Durante o desenvolvimento da muda, até que esta esteja pronta para o seu plantio, há inúmeros reenvases. Cada embalagem plástica é, então, limpa para o reaproveitamento. Ou seja, a necessidade de fabricação, uso e reuso de embalagens não degradáveis gera um enorme impacto na natureza. Isto vai totalmente contra qualquer pensamento ou prática de sustentabilidade e agricultura biológica.

Exemplo de vasinhos degradáveis feitos com rolos de papel higiênico.
Exemplo de vasinhos degradáveis feitos com rolos de papel higiênico.

Se o objetivo é cultivar mudas e, justamente, integrá-las a terra e nutrir o solo, então, nada mais lógico que utilizar vasos que permitam a evolução natural da planta, sem a geração de resíduos. Uma excelente ideia são os vasos biodegradáveis. Estes recipientes são, verdadeiramente, ecológicos e garantem o sucesso das culturas.

No geral, devido à matéria-prima utilizada, geram pouco ou quase nenhum resíduo, podendo ser colocados diretamente na terra, juntamente com a planta; ou descartados num sistema de compostagem. Nos dois casos, sua degradação é rápida e certa. Os elementos do vaso se desfazem tornando-se adubo, matéria orgânica com nutrientes.

Devemos avaliar a atual gestão de processos do ciclo de vida das plantas.
Devemos avaliar a atual gestão de processos do ciclo de vida das plantas.

No caso dos biodegradáveis, algumas empresas utilizam, na fabricação de vasos para plantas, as fibras, como de coco, de madeira, de grãos, de turfa – que é uma massa formada por elementos de origem vegetal, casca de arroz, amido de milho, estrume de vaca, papel reciclado ou plástico biodegradável, entre outros. Como características, comuns a todos estes modelos de vasos, estão durabilidade e resistência. Os em fibras são ainda os mais vantajosos, pois, neste tipo, as plantas vinculam-se ao pote, permitindo que as raízes saiam livres e uniformes através de sua parede.

O Studio Ayaskan, das designers e irmãs Bike e Begum Ayaskan, de Londres; lançou uma ideia bem diferente de vaso que se adapta ao ciclo de vida das plantas, sem prejudicar o seu desenvolvimento. A peça futurista, feita em polipropileno, expande em até seis vezes o seu tamanho, conforme o crescimento do vegetal. O movimento da peça é, então, determinado por este organismo vivo. Mas, isto só é possível graças a sua incrível geometria.

Modelos de vasos 'growht' - foto extraída da página no facebook do Studio Ayaskan.
Modelos de vasos ‘growht’ – foto extraída da página no facebook do Studio Ayaskan.

Inspirado nos tradicionais origamis, peças artísticas bem comuns na cultura japonesa, o Growht – ‘crescimento’, em inglês – é um vaso com design diferenciado. Sua resistência e flexibilidade não são prejudicadas durante o desdobramento do processo, permitido apenas pelas peças triangulares que o compõem.

O vaso acompanha o crescimento da muda até quando for possível, diminuindo, relativamente, o número de reenvases, ou troca de vasos. Se a planta ficar muito grande ou morrer, retira-se o vegetal e reutiliza-se o vaso para uma nova muda. Mesmo que seu processo de fabricação não seja bem ecológico, a sua utilização permite redução de custos e menos desperdício de materiais, classificando o Growht, também, como um ‘amigo da natureza’.

 

Fontes: AyaskanHome LifeCasa VogueMr Brown Thumb.