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Centro de São Paulo terá 40 novos jardins verticais

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(Foto: Movimento 90º/Divulgação)

Em setembro de 2015, um edifício próximo do elevado Costa e Silva (conhecido como Minhocão), em São Paulo, recebeu o primeiro jardim vertical da região. Algumas semanas depois, uma empresa interessada na implementação de mais estruturas desse tipo propôs mais iniciativas do tipo.

Com investimento de R$ 12 milhões de compensação ambiental (quando empresas pagam determinado valor para compensar possíveis degradações ao ambiente), o corredor verde do Minhocão ganhará 40 novos jardins verticais. Com isso, as paredes de prédios antigos serão recobertas por plantas, proporcionando um novo visual ao centro da capital paulista.

Os condomínios interessados nos jardins verticais devem apresentar projetos, que precisam da aprovação da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. Depois disso, técnicos avaliarão as variedades de plantas necessárias e as especificações para local.

Após o primeiro ano de implantação dos jardins verticais,  a prefeitura irá regulamentar um termo de compromisso para que outras empresas façam a manutenção dessas estruturas, em troca da exibição da marca do responsável pela conservação – algo parecido com o que é aplicado em praças públicas.

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Projeção do Movimento 90º de como seria se outros edifícios próximos do Minhocão tivessem jardins verticais

+ O que são jardins verticais?

São estruturas que sustentam e mantêm vegetações em superfícies verticais. Costumam ser aplicados em muros, paredes e empenas cegas (faces externas de edifícios, sem abertura à iluminação, à ventilação e à insolação), adaptando-se a ambientes internos e exteriores de casas e edifícios.

Os jardins verticais melhoram a paisagem urbana, ajudam a filtrar a poluição do ar, que pode ser reduzida em até 30% na região onde estão presentes, e amenizam as ilhas de calor no seu entorno – a sensação térmica do prédio pode ser reduzida em até 7º C. Outras vantagens são que a vegetação auxilia no controle da umidade e funciona como barreira acústica.

Essas estruturas exigem pouca manutenção, já que o sistema de irrigação automatizado pode ser retirado conforme a necessidade, sem danificar a superfície original.

Fontes: eCycle e Folha.