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Avenida Paulista tem telhado verde com espécies da Mata Atlântica

Imagine ter uma pequena amostra da Mata Atlântica, em plena Avenida Paulista e a vários metros de altura? Após mais de cinco anos de pesquisa, o grupo Árvores de São Paulo conseguiu transformar o projeto do telhado verde em realidade. O coletivo se dedica à criação de métodos que visam levar a biodiversidade nativa de volta às cidades.

O primeiro desses telhados verdade foi implementado na cobertura do Edifício da Fundação Cásper Líbero – Gazeta, na avenida que é considerada a mais importante da capital paulista. Criado em 2014, um ano depois já exibia as espécies exuberantes nativas da Mata Atlântica (no total, são mais de cem espécies diferentes). O método inovador, desenvolvido pelo Árvores de São Paulo, tem as funções ambientais necessárias para que a dinâmica da floresta tropical pudesse ser reproduzida.

O telhado verde possui apenas 15 cm de espessura, composto pelo quê a empresa SkyGarden chama de “terra especial”. O espaçamento entre as espécies de árvores é quase idêntico ao natural, ou seja, é o mais parecido possível com o que é encontrado na Mata Atlântica. As florestas tropicais implementadas nas coberturas de edifícios são densas, podendo alcançar até 3,5 metros de altura.

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(Foto: Árvores de São Paulo)

Resistentes a ventanias, as plantas têm necessidade de pouca água, dispensando manutenção. Pesam somente 300 kg por m², equivalente a um gramado comum sobre laje. Além de abrigar diversas espécies de animais, esse tipo de telhado verde auxilia no conforto térmico de quem está dentro do prédio

A cobertura também ajuda a minimizar os efeitos das ilhas de calor (fenômeno climático no qual nota-se que a temperatura é mais elevada em determinados espaços urbanos do que em áreas mais verdes da cidade ou região), diminuindo até 18° C de temperatura, segundo os autores do projeto.

Segundo os idealizadores, iniciativas do tipo podem ser uma importante ferramenta para resgatar áreas verdes em grandes centros urbanos, auxiliando na qualidade de vida da população.

Fontes: Árvores de São Paulo e EcoD.