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Arquitetos: onde encontrar a inspiração para projetar?

Geralmente, a maioria das pessoas, tanto leigos quanto profissionais, acredita que a criatividade está relacionada a um talento nato, presente no indivíduo desde o seu nascimento. Isso é um engano. Na verdade, a criatividade pode ser desenvolvida e exercitada a cada instante. Existem métodos – alguns até bem simples – que podem ajudar na motivação e inspiração dos projetistas, em diferentes áreas.

(imagem de Pixabay)

Quando se fala em arquitetura, por exemplo, existem criativos que encontram inspiração fazendo comparativos bem inteligentes e inusitados. É se permitindo sonhar que os maiores gênios das artes testaram seus limites e encontraram ‘o novo’. Cada um é livre para transformar a sua imaginação em realidade. O próprio ato de imaginar já é uma indicação de que há criatividade. Mas esse processo é muito particular. E ele não precisa ser torturante. Criar pode ser sempre muito mais prazeroso e divertido do que se pensa.

(imagem de Pixabay)

Listamos alguns métodos para instigar a sua criatividade na hora de projetar!

+ Repertório profissional

Pode-se encontrar inspiração em coisas novas e também em antigas. Às vezes, é olhando para o passado que se conseguem boas soluções para os problemas e desafios projetais. Estudando um repertório histórico, o profissional estará mais bem preparado para a experimentação. Isso não significa empregar os estilos históricos em edificações contemporâneas. A verdadeira criatividade deve basear-se em sintetizar todas as informações adquiridas e resolver, de forma original, os problemas em específico.

Manter-se atualizado sobre novos materiais e técnicas construtivas também é importante. Livros, e-books, sites, revistas, fotos e vídeos são ferramentas valiosas para o arquiteto entender vários assuntos mais facilmente. E com as novas tecnologias essa consulta torna-se cada vez mais simplificada.

Citando algumas importantes obras literárias, podemos destacar: ‘A Arte de Projetar em Arquitetura, de Ernst Neufert; ‘Arte Moderna’, de G. C. Argan; e o ‘Manual do Arquiteto Descalço’, de Johan van Lengen.

(imagem de Pexels)

+ Repertório cultural

Alguns arquitetos utilizam sua sensibilidade para interpretar condições sociais e culturais ao seu redor, criando, assim, projetos mais humanos. Eles voltam seu olhar para as artes e também para a cidade, pensando em como projetá-la, visando um ambiente mais equilibrado e salubre. E criatividade, inovação e originalidade de fato são possíveis e pertinentes somente quando se unem as soluções e percepções do profissional às necessidades dos clientes. É importante o arquiteto se colocar no lugar do leigo para entender quais são, realmente, seus verdadeiros problemas.

Uma boa maneira de obter mais conhecimento sobre as cidades, principalmente sobre o lugar onde se vive, é através de caminhadas. E uma boa companhia podem ser as músicas. Essas duas manifestações artísticas, arquitetura e música, estão muito ligadas. Suas semelhanças podem ser traduzidas em ritmos, movimentos e harmonia. As músicas, como pano de fundo do cenário observado, podem confrontar o arquiteto, instigar sensações, tirá-lo de sua zona de conforto e inspirá-lo.

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+ Repertório humano

Existem exercícios mentais que podem ajudar na questão da inspiração e da criatividade, no início do projeto. Uma técnica muito conhecida é o brainstorming, que permite a geração de soluções relacionadas a um tema. Outra técnica é a do mind map, onde, através de um diagrama, o profissional aprofunda um determinado conceito. Mas, para estimular ainda mais a imaginação e o fluxo de ideias, o arquiteto pode desenvolver croquis à mão livre e também manusear brinquedos, como as peças em LEGO, que ajudam no raciocínio, na percepção e sensibilidade quanto às proporções, formas e volumetrias.

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Para aumentar a criatividade também é essencial a diversificação das atividades no dia a dia. É necessário saber se divertir, aliviar a mente, as tensões e descansar o físico. Todos os bons arquitetos modelam sua rotina em função das necessidades espirituais, sociais e laborais. Alguns realizam exercícios físicos. Outros mantêm hobbies. E outros seguem hábitos não tão saudáveis para adquirir mais foco e acelerar a ação de novas ideias, como tomar muitas xícaras de café.

 + Biomimética

A biomimética é uma ciência bem inovadora para qualquer área do conhecimento, seja em arquitetura ou não.  Ela baseia-se na observação das formas dos objetos e elementos da natureza. O objetivo é encontrar inspiração para soluções projetais mais sustentáveis, inteligentes e funcionais. Os índios já utilizavam essa ferramenta. Depois deles, grandes mestres, como Leonardo Da Vinci e, mais recentemente, em propostas de edificações com melhor desempenho energético.

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“A inspiração existe, mas ela deve encontrá-lo trabalhando.” – Pablo Picasso

Como se pode perceber, a criatividade pode vir de qualquer lugar. De coisas que se viu, ouviu, aprendeu ou sentiu. E, por fim, basta saber conectá-las. A criatividade virá da solução dos problemas reais. Então, é preciso focar nas questões certas para encontrar as soluções adequadas. Ou seja, trabalhar e trabalhar. Nenhuma boa ideia virá do acaso. Tudo precisa ser bem pensado.  E na arquitetura o mais adequado é nunca parar a investigação na primeira ideia, buscando sempre aprimorá-la mais e mais ao longo do detalhamento do projeto.

Fontes: Arch Daily, Arch Daily – reportagem 2Jornal Zero Hora, Site Como ProjetarAU.

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