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Aprenda a decorar com chita

Todos adorariam que suas casas fossem tão bonitas, confortáveis e cheias de detalhes criativos quanto às das revistas. Isto é fato. Esta é a eterna busca do homem pelo seu ‘bem viver’. Não é impossível ter ambientes personalizados e chiques assim, mas é difícil se permitir ousar. Os registros fotográficos destas lindas residências não revelam certos segredos. Muitas vezes, algumas medidas adotadas por designers e arquitetos fazem toda a diferença no planejamento dos ambientes. Uma delas é a separação de um elemento da sua primeira associação, aplicando-o em algo totalmente novo, mudando a percepção de quem o vê. Um exemplo disso é o emprego da chita na decoração.

A chita, chintz em sânscrito, é um tecido em originário da Índia.

Para muitas pessoas, chita é sinônimo de brega. Mas, esta não foi, exatamente, a impressão que teve Vasco da Gama ao chegar à Índia, no ano de 1498. Naquela época, ele teve uma ideia empreendedora de levar rolos deste tecido para serem vendidos na Europa. E deu certo. Os tecidos de puro algodão, com estampados em florais, arabescos, listrados e xadrezes foram muito populares no Velho Mundo, entre os séculos XVII e XX.

A aparência da chita evoluiu muito após o início de sua fabricação no Brasil.

+ A Chita no Brasil

Somente após a chegada dos europeus ao Brasil, por volta de 1800, que a chita foi incorporada à cultura nacional. No início, o tecido era utilizado apenas para confeccionar as vestimentas dos escravos. Hoje, suas tramas vivas e alegres representam uma parte do espírito brasileiro. Apesar de sua maior utilização ser em festividades, como às do mês junino, é possível também ver exemplos de aplicação da chita em interiores.

A aparência e a qualidade da chita, vendida no mercado brasileiro, evoluíram muito desde o período colonial. Mesmo assim, este tecido nunca saiu de linha e ainda é um artigo barato e fácil de ser encontrado. Em trama rudimentar, a ‘chita brasileira’ pode apresentar desenhos variados, geralmente em florais muito alegres, com grafite delineando a borda das figuras. Suas cores fortes, primárias e secundárias, ajudam a disfarçar possíveis irregularidades, que são, justamente, o charme que tanto encanta o consumidor.

Exemplo do emprego da chita na decoração (Foto: Marcos Antonio, Revista Casa e Jardim).

+ A Chita na Decoração

Simplicidade, conforto e alegria são características da maioria dos lares brasileiros, principalmente nas residências interioranas, onde se vê muito o emprego da chita. Mas quem pensa que este tecido só pode ser empregado em casas de campo ou em fazendas está enganado. Muitos projetistas têm mostrado, em ideias bem criativas, como a chita pode ser versátil e ficar chique, se usada da forma correta.

Cadeira do design do Philippe Starck e o emprego da chita em sua criação.

Indica-se o emprego da chita em ambientes que permitam uma decoração casual, como cozinhas e varandas. Em interiores rústicos e minimalistas ela combina bem. Nos recantos mais escuros ou muito neutros as cores vivas do tecido iluminam e alegram. Agora, se o ambiente já for suficientemente colorido, a estampa da chita escolhida deve combinar com as demais cores presentes. Usa-se o tecido em detalhes estratégicos na decoração, como na forração de paredes – em áreas de poucos itens; em luminárias, almofadas, poltronas, pufes, dentro de molduras e para encapar móveis, vasos e esculturas.

Fontes: Revista Casa e JardimViva DecorWestwing

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