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Ainda dá tempo: Maio fotográfico no MIS

Há quatro anos, o mês de maio é dedicado à fotografia no MIS, e esse ano não poderia ser diferente. Todo o espaço do museu foi tomado com quatro exposições de fotos, cada qual com suas características, além de duas mostras sobre o tema.

Um dos acervos que está super legal é o “Lambe-Lambe – Os fotógrafos de rua de São Paulo dos anos 70“. Os Lambe-lambes, apelido dado aos fotógrafos de rua da cidade, surgiram por volta dos anos 20, e utilizavam uma máquina com o laboratório acoplado que permitia revelar as fotos de maneira instantânea, onde estivessem. As fotos são dos anos 70, período em que eles já eram mais raros e se tornaram figuras quase folclórica em São Paulo.

As exposições de fotos também estão bem diversificadas e completas. Nas fotos de Roberto Frankenberg, podemos apreciar as fotos sensíveis de um judeu que perdeu vários de seus familiares nos campos de concentração na Polônia e em florestas nos países bálticos, e decidiu com isso registrar esses lugares onde um dia as cinzas e o sangue se misturavam com a terra. São fotos das arvores e da vegetação que foram testemunhas dos massacres da segunda guerra mundial…

Já a exposição de fotos do André Gardenberg tem o azul como cor central, refletido principalmente na natureza e a sua poética simplicidade. Aqui a intenção é fugir das desgraças e futilidades que permeiam as nossas notícias diárias,  e mostrar o caminho percorrido por uma formiga, uma árvore repleta de araras, ou apenas uma imagem refletida nas águas calmas de um Rio. São fotos delicadas, bonitas e que nos passam toda a tranquilidade de um mundo diferente do nosso.

A minha preferida foi, sem dúvidas, a exposição da Vivian Maier! Americana, Vivan trabalhou como babá por mais de 40 anos, e toda sua vida e obra são misteriosas. Suas fotos, assim como sua existência, passaram desapercebidas até 2007, quando então sua obra fotográfica foi descoberta. É um trabalho composto por mais de 120 mil negativos, filmes em super-8 e 16mm, gravações e muitos filmes que até então não tinham sido revelados, permaneciam intactos. Ela usava seu tempo livre fotografando pessoas desconhecidas, crianças, paisagens, objetos, e tudo aquilo que a cercava e existia em seu mundo. O interessante mesmo, pra mim, foi observar os ângulos que ela gostava de capturar, sempre à distância ou então o minuto exato em que a cena se torna única. Legal também saber que ela já tirava selfies, utilizando para isso os reflexos dos vidros e espelhos, se mostrando de maneira séria e curiosa, mas deixando a gente sentir que ela estava presente.

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Já foi? Não perca a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o mundo da fotografia, vai até 31 de maio!