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9 sistemas diferentes e impressionantes de fachadas cinéticas

A arquitetura tem se tornado cada vez mais dinâmica. Ela vem acompanhando as transformações do mundo e as novas tecnologias, melhorando o desempenho dos edifícios no que diz respeito ao seu ambiente. Verdadeiras esculturas futuristas, algumas construções contemporâneas são altamente adaptadas às necessidades mais adversas. E as fachadas cinéticas, ao invés de serem estáticas, mudam continuamente, garantindo beleza externa e conveniência interior sobre as condições climáticas.

(imagem extraída de Open Buildings)

Os elementos que venham a compor uma fachada cinética podem, justamente, ser programados a responder a fatores climáticos. Ou seja, eles são uma boa solução para concepção de edifícios bioclimáticos. Todas as novas tecnologias e materiais existentes no mercado já servem para solucionar problemas como de eficiência energética, controle hidrotérmico, entre outros.

Então, vamos conhecer alguns projetos onde foram empregados sistemas de fachadas cinéticas. Veja, logo abaixo, nove exemplos arquitetônicos impressionantes!

+ Abu Dhabi Investment Council Headquarters

(imagem extraída de The National)

A empresa Aedas Architects é a autora de um dos projetos mais impressionantes de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos. As Al Bahr Towers são duas torres envidraçadas, cobertas por um sistema de proteção solar de abertura graduada, que funciona de acordo com as condições meteorológicas. Esses elementos, acrescidos às fachadas, foram inspirados em uma trama tradicional islâmica, conhecida como ‘masharabiya’. Quase dois mil e cem elementos cinéticos, em fibra de vidro e no formato de guarda-chuvas gigantes, controlam a passagem de ar e a incidência de luz solar em cada edifício ao longo do dia.

+ Brisbane Airport

(imagem extraída de Caderninho de Ideias)

O designer Ned Kahn, juntamente da UAP – Urban Art Projects – criou, em 2011, uma proposta bem interessante para o Domestic Terminal Brisbane Parking, na Áustria. Uma gigantesca fachada, de cinco mil metros quadrados, ganhou o efeito de tecido metálico, através de uma estrutura composta por duzentas e cinquenta mil placas cinéticas. A superfície em alumínio se move com o vento, criando os mais surpreendentes padrões orgânicos, lembrando as águas de um rio. Sua permeabilidade permite o controle da luz solar e a passagem da ventilação natural para o interior do estacionamento. Essa arte pública é um excelente exemplo de como o elemento construído pode se relacionar melhor com o ambiente natural em que está inserido.

+ FLARE Exhibition Pavilion

(imagem extraída de Ignant)

O estúdio de design Whitevoid construiu, em 2008, um edifício-protótipo para a Berlin Exhibition. A ideia era apresentar ao mundo um novo sistema dinâmico de fachadas. Uma membrana cinética foi composta por peças inclinadas em aço inoxidável e cilindros pneumáticos individualmente controlados por computador. A estrutura em movimento ora reflete a luz solar ora parece com um pixel escuro. Além de manter os interiores frescos no verão, o objetivo dos projetistas era que essa “pele viva” expressasse, comunicasse e interagisse com seu meio ambiente.

+ Kiefer Technic Showroom

(imagem extraída de Architizer)

Os arquitetos da Ernst Giselbrecht e Partner projetaram em Steiermark, na Áustria, a Kiefer Technic Showroom. Esse prédio de escritórios e espaços para exposições tem tido destaque nas mídias devido as suas “máscaras dobráveis”. Frente às janelas, painéis em alumínio perfurado são operados eletronicamente à distância. O sistema inteligente permite o controle das condições de temperatura e iluminação dos ambientes, abrindo e fechando os módulos em diferentes graduações, conforme as necessidades dos usuários. Isso permite também infinitas possibilidades de transformação da aparência do volume e vista para o exterior.

MegaFaces Pavilion

(imagem extraída de Akt-uk)

Asif Khan projetou, para os Jogos Olímpicos de Sochi, em 2014, um grande pavilhão chamado MegaFaces. Sua fachada interativa combinava inovação tecnológica, arte escultórica e arquitetura. Mais de dez mil atuadores cilíndricos – elementos que produzem movimento atendendo a um comando eletroeletrônico – criaram uma “pele elástica” para o edifício e, em tempo real, retratos tridimensionais dos visitantes do Parque. As gigantes selfies, com tamanho de dezoito por oito metros e quase três de profundidade, representaram as atuais ferramentas de comunicação e como os humanos respondem a elas.

SOMA Expo Pavilion 

(imagem extraída de Composite Sand Architecture)

O SOMA é um pavilhão que foi construído durante a Exposição de Yeosu, na Coréia do Sul, em 2012. Concebido pela One Ocean, em parceria com a Knippers Helbig Advanced Engineering, o edifício é uma das maiores estruturas adaptativas já construídas no mundo. Ele possui uma volumetria bem diferente, que lembra as criaturas marinhas, como os tubarões e seu sistema de respiração. Cento e oito superfícies cinéticas, feitas de fibra de vidro, foram fixadas entre a parte superior e inferior das fachadas. Elas têm a capacidade de resistir a grandes deformações sem quebrar. Painéis solares produzem a energia elétrica que alimenta esse sistema. Assim, como um edifício que respira, as placas abrem e fecham, controlando a incidência solar nos ambientes internos.

+ The Dancing Pavilion

(imagem extraída de Arcoweb)

O Dancing Pavilion foi um projeto de arquitetura efêmera, idealizado pelo Estúdio Guto Requen, e feito especialmente para estar no Parque Olímpico no Rio, em 2016. A edificação metálica e colorida serviu para abrigar shows e festas durante os jogos. Seus quatro lados apresentavam um sistema composto de quinhentas peças redondas. Visto de dentro era como um grande globo de discoteca. Do lado externo, as fachadas criavam impressionantes efeitos óticos de luz e sombra. A mudança de imagens gráficas dava-se conforme o ritmo da música. Os estímulos captados por sensores, espalhadas na pista de dança, eram refletidos na movimentação contínua dos espelhos.

+ The MediaTIC

(imagem extraída de Architizer)

O The MediaTIC, ou “construção midiática”, é um projeto do escritório Cloud 9 e trata-se de uma unidade tecnológica totalmente dedicada ao atual e diversificado mundo informativo digital. Sua fachada cinética é composta de “almofadas infláveis” que abrem e fecham, conforme o alerta de sensores de temperatura, umidade e pressão do ar.  Esse revestimento externo é bem eco-eficiente. Ele ajuda a proteger a edificação e seus ambientes internos da radiação solar excessiva, além de otimizar o uso de energia no edifício. O sistema pneumático é composto de três diferentes camadas, uma transparente e duas opacas. E suas unidades se expandem conforme a injeção de partículas de nitrogênio.

+ University of Kolding

(imagem extraída de AEC Cafe)

Em Kolding, na Dinamarca, a empresa Henning Larsen Architects construiu um belo edifício para abrigar os cursos de Comunicação e Design da universidade local. O destaque desse projeto são as fachadas. Elas foram cobertas com cerca de mil e seiscentos painéis móveis triangulares, feitos em metal perfurado. As peças estão conectadas a um motor com sensor de calor e luz, que permite o sombreamento, a iluminação e a temperatura ideal nos ambientes internos. Funcionando como uma espécie de brise soleil, o sistema pode abrir parcialmente ou totalmente, de acordo com a necessidade.

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