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Pesquisadoras criaram uma alternativa para substituir o ar condicionado sem agredir o planeta


De acordo com o jornal The Economist, cerca de 6% de toda a eletricidade produzida em território americano é destinada, exclusivamente, ao funcionamento de sistemas de refrigeração para edificações residenciais e comerciais. Sem dúvidas, o ar condicionado é o aparelho mais requisitado em dias quentes. Não tem quem não sonhe em ter pelo menos um para se refrescar. Mas, climatizar ambientes com ar condicionado não só é uma alternativa dispendiosa como também antiecológica.

Ar condicionado tradicional, um dos responsáveis pelo aumento do efeito estufa no planeta. (imagem extraída de Pixabay)

+ O efeito estufa sobre o planeta Terra

Os aparelhos de ar condicionado são um dos maiores vilões da economia doméstica. Só que pouquíssimas pessoas sabem que ele também é um dos responsáveis pelo aquecimento global, o chamado “efeito estufa”. Isso porque, durante o seu funcionamento, o aparelho emite gases altamente poluentes para a atmosfera, como o dióxido de carbono.

Esquema ilustrando o efeito estufa no planeta Terra. (imagem extraída de Wikipedia)
Mapa esquemático apresentando as mudanças climáticas, incluindo regime anual de chuvas até o fim do século XXI. (imagem extraída de Wikipedia)

+ Novas pesquisas científicas

Pesando em encontrar alternativas mais eco-friendly de resfriar os ambientes sem esquentar o planeta, colegas da Universidade de Stanford lançaram, em 2014, uma proposta totalmente inovadora. Sua ideia era utilizar um material à base de dióxido de háfnio, silício e dióxido de silício como suplemento para o funcionamento de usinas termoelétricas. O problema é que essa ideia era muito cara e difícil de fabricar.

Recentemente, a revista Science divulgou, em uma de suas reportagens, o trabalho de dois outros pesquisadores, agora da Universidade do Colorado.  Ronggui Yang e Xiabo Yin apresentaram outra forma de aposentar o velho aparelho de ar condicionado. Um híbrido de vidro-polímero possuiria propriedades extraordinárias, não encontradas na natureza, e poderia ser produzido com métodos tradicionalmente empregados pela indústria.

Ronggui Yang e Xiabo Yin, inventoras da película ecofriendly. (imagem extraída de University of Colorado)

+ Tecnologia econômica e sustentável

A película inventada por Ronggui Yang e Xiabo Yin tem uma espessura de cinquenta milionésimos de metro, semelhante a uma folha de alumínio. É feita a partir de um tipo de plástico transparente, conhecido no mercado como polimetilpenteno. Ela tem um revestimento de prata em um dos lados e pequenas pedras de vidro em seu interior. São justamente essas contas, ou o diâmetro delas, que permitiria a transformação de todo o calor absorvido em radiação infravermelha. No comprimento certo, a atmosfera da Terra emitiria suas ondas para o espaço, sem qualquer impedimento.

(imagem extraída de Pixabay)

A promessa dos cientistas é que essa película funcione vinte e quatro horas por dia. Não deve haver o uso de qualquer gás para refrigeração e eletricidade. O produto seria apenas aplicado sobre coberturas de edificações ou superfícies de painéis solares. Ele filtraria os raios solares, através do sistema de resfriamento “radiativo passivo”. Mas já se sabe que, para o seu bom funcionamento, haveria a necessidade, sim, de um complemento que carregasse o ar quente dos ambientes até o filme. E isso, infelizmente, precisaria de energia elétrica.

+ Aplicabilidade do material

(imagem extraída de Pixabay)

O híbrido de vidro-polímero seria colocado sobre os telhados das construções com o lado prateado para baixo. Apenas vinte metros quadrados desse filme já seriam suficientes para manter uma casa unifamiliar arrefecida. A luz solar, após ser absorvida e filtrada pela película, voltaria à atmosfera terrestre.

Toda onda que escapasse seguiria diretamente para o espaço, carregando consigo todo o mormaço indesejável. O calor interno dos ambientes também seria liberado através da película, mantendo a edificação em uma temperatura bastante agradável para seus os ocupantes.

Fontes: Exame, The Economist, Forbes, University of Colorado.


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